Homem que comandou chacina da Compensa estava em liberdade de audiência de custódia

De acordo com investigações da força-tarefa criada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, Andrei de Souza Guabiraba, 35 anos, o “Buiú”, é o mandante da chacina ocorrida no Centro Social Urbano (CSU), na Compensa 2, na Zona Oeste de Manaus. Ele foi preso em flagrante dia 14 de agosto deste ano por policiais civis do 1° Distrito Integrado de Polícia na casa onde morava, no beco Marco Polo, na Praça 14, mas na audiência de custódia, realizada às 17h do dia 15, mesmo com o Ministério Público opinando pela conversão do flagrante em prisão preventiva, o acusado de tráfico de drogas ganhou sua liberdade.

A chacina, seria uma resposta de Buiú a tentativa de pistoleiros executá-lo no final da tarde da última terça-feira (12) quando acabaram matando o ex-presidiário George Alberto Barreto, 30, também conhecido pelo pelo apelido de “Buiú”, morto com quatro tiros próximo ao residencial Mestre Chico, bairro Cachoeirinha.

A crescida de Buiú no comando do tráfico de drogas na Praça 14 e alguns bairros da Zona Sul de Manaus, levou a líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), comandada por “Zé Roberto da Compensa” a mandar executar o rival. Ele (Andrei) é do grupo criminoso “Comando da 14”.

Na terça-feira, os responsáveis em executar o serviço, mataram um Buiú, mas não era Andrei de Souza, mas sim o ex-presidiário George Alberto, que também morava na Praça 14, vendia entorpecentes no bairro e morreu de graça.

Quando descobriu que os homens que foram matá-lo eram ligados ao filho de “Zé Roberto”, Luciano Fernandes, ele pegou seus pistoleiros e resolveu ir ao CSU da Compensa, onde o T5 Jamaica e Compensão, estavam treinando e acertar as contas, resultado seis mortos e várias pessoas feridas.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas criou, na quarta-feira (13/12), uma força-tarefa para investigar os homicídios no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, na noite de terça-feira (12/12), quando jogadores do time T5 Jamaica foram mortos a tiros. O clube é mantido pela organização criminosa Família do Norte e as investigações apuram se as mortes decorrem de um racha interno do grupo, de uma disputa entre facções rivais pelo controle do tráfico de drogas ou de retaliações por outros homicídios praticados na cidade, durante a semana, que possuem características de execução.

A força-tarefa da SSP-AM envolve a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) e a Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia de Homicídios e Sequestros, Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Delegacia Especializada de Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV). As informações serão concentradas na Delegacia de Homicídios.

Morreram em decorrência da ação criminosa David Costa da Silva, 27; Ronaldo de Oliveira Souza, 23; Michel de Sena Passos, 33; Edilson Xavier Diniz Júnior, 24; José Diego Sena Serrão, 17; Rodrigo de Oliveira Souza, 24.

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