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OMS libera 4 mil doses de vacina experimental para o combate ao Ebola no Congo.

OMS libera 4 mil doses de vacina experimental para o combate ao Ebola no Congo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou nesta quarta-feira (16), as primeiras 4 mil doses da vacina contra o vírus do Ebola ao Congo, a primeira vez em que a vacina experimental é despachada desde que foi desenvolvida durante o último grande surto há dois anos.

A vacina, desenvolvida pela Merck, ainda não está licenciada, mas se provou efetiva durante testes limitados no oeste da África durante o maior surto já registrado de Ebola, que matou 11.300 pessoas no Guiné, Libéria e Serra Leoa entre 2014 e 2016.

Autoridades de saúde esperam poder usá-la para conter o mais recente surto na República Democrática do Congo, que a OMS acredita que matou 20 pessoas de abril até agora.

Trabalhadores da saúde registraram dois casos confirmados, 22 casos prováveis e 17 casos suspeitos de Ebola em três zonas de saúde na província Equateur no Congo, e identificaram 432 pessoas que possam ter tido contato com a doença.

A OMS afirmou que enviou 300 sacos de corpos para enterros seguros em comunidades afetadas, uma possível indicação de quão grande espera que o surto seja.

A primeira leva de 4 mil doses de vacina já estava indo por avião a Kinshasa e a OMS espera enviar uma segunda leva de 4 mil doses nos próximos dias, disse o porta-voz do órgão Tarik Jasarevic. Ela ficará reservada para pessoas sob suspeita de terem entrado em contato com a doença.

O QUE É O EBOLA?

Uma febre hemorrágica  mais conhecido por Ebola, é uma grave doença de origem viral descoberta na década de 1970 na África central. A taxa de mortalidade do Ebola chega a ser de 90%, dependendo da virulência da cepa, do sistema imunológico do paciente e das condições de saúde dos locais afetados por surtos.

A febre hemorrágica do Ebola, mais conhecido por Ebola, é uma grave doença de origem viral descoberta na década de 1970 na África central. A taxa de mortalidade do Ebola chega a ser de 90%, dependendo da virulência da cepa, do sistema imunológico do paciente e das condições de saúde dos locais afetados por surtos.

A doença Ebola é causada por um vírus da família Filoviridae, possuindo 5 espécies diferentes, que receberam o nome de acordo com localidade que foram identificadas:

– Ebolavírus Costa do Marfim.
– Ebolavírus Sudão.
– Ebolavírus Zaire.
– Ebolavírus Bundibugyo.
– Ebolavírus Reston.

Das 5 espécies de Ebolavírus já conhecidas, apenas a Reston não parece ser capaz de provocar doença em humanos, restringindo-se a macacos.

FORMAS DE CONTÁGIO

o Ebolavírus não é um vírus extremamente contagioso nem costuma ser transmitido pelo ar, através de secreções respiratórias, como a gripe ou o resfriado. A transmissão entre humanos se dá por contato com sangue ou secreções infectadas, tais como urina, fezes ou vômitos.

A transmissão também pode ocorrer por via indireta, através do contato com objetos que possam ter sido contaminados com essas secreções. O vírus Ebola é capaz de sobreviver no meio ambiente por vários dias, seja em locais úmidos ou secos. Por isso, para evitar a contaminação de outras pessoas, os locais que possam ter abrigado um paciente doente devem ser isolados e descontaminados. O Ebola é um vírus que pode ser inativado com desinfectantes comuns, como álcool, água sanitária ou sabões à base de lauril sulfato de sódio. Por isso, em épocas de surtos, lavar as mãos com frequência é uma importante medida de proteção. Como o calor excessivo também mata o vírus, ferver objetos suspeitos por alguns minutos é uma forma de esterilizar objetos suspeitos.

Contato com vômitos, diarreia ou sangue são as formas mais comuns de contaminação de parentes. A falta de condições sanitárias adequadas em muitas localidades do continente africano facilita a dispersão do vírus.

Felizmente, o paciente com Ebola só se torna contagioso quando surgem os sintomas, o que torna mais fácil o isolamento do mesmo e a prevenção de contato próximo com familiares. Quando há surtos, as pessoas devem ser orientadas a procurar um hospital assim que surgirem os primeiros sintomas. Ficar em casa doente aumenta o risco de contaminação das pessoas que vivem sob o mesmo teto.

 

Se você tem viagem marca para esse destino evite locais de possíveis contato com o vírus, prevenir é sempre o melhor remédio.

Fonte: Portal Terra/MD.Saúde

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