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Manaus, 17 de agosto de 2018
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Sexta-feira (13) é Dia do Rock, bebê!

O Brasil comemora o Dia Mundial do Rock em 13 de julho porque nesse dia, em 1985, em Londres e na Filadélfia, simultaneamente, aconteceu o Live Aid, grande concerto de rock que foi transmitido pela TV para o mundo todo e que visava arrecadar fundos contra a fome na Etiópia. O rock nunca foi politicamente revolucionário, mas sim socialmente solidário e, de fato, culturalmente revolucionário.

O evento foi organizado por Bob Geldof, roqueiro inglês. Vocês devem conhecê-lo do filme do Pink Floyd, The Wall, onde ele faz o personagem principal. Entretanto, não foi dele a ideia de propor a efeméride, mas sim de Phil Collins, baterista e vocalista do Genesis e, também, bem sucedido como artista solo. Ele esteve recentemente em Porto Alegre, fazendo show no Beira-Rio. Pois Phil tocou no concerto em Londres, pegou um avião Concorde (ainda existem concordes franceses?) e chegou a tempo de tocar na Filadélfia. E chegando lá, animado, cheio de tesão e rock nas veias, disse algo tipo “Esse devia ser o dia mundial do rock a partir de hoje”. Ninguém levou a sério a frase por lá. Mas no Brasil, sim. Duas rádios pop rock de São Paulo. E a coisa pegou. Nem sei se Collins sabe disso. Deve saber, imagino.

Como hoje é sexta-feira 13, não poderia deixar de aditar pimenta nessa crônica. Eu dizia que Phil chegou todo faceiro para tocar na Filadélfia, porque seria o baterista no show que o Led Zeppelin faria no Live Aid. Todo mundo tocou no Live Aid, um bandão de mega famosos, mas as presenças do Led Zeppelin e do ex-Beatle Paul McCartney davam um preço todo especial. No caso do Led, era a primeira reunião dos três membros sobreviventes da banda, Plant, Page e Jones, depois que o baterista John Bonham morreu e o grupo acabou; portanto, algo muito esperado e que chamou muita atenção em todo o mundo, dada a importância da banda na cena rock sessentista e setentista. Até aí tudo bem.

O problema é que os caras, que não se viam há anos, ensaiaram com Collins, com quem nunca tocaram, apenas uma hora antes de subir no palco. O Zep apresentaria três de seus clássicos, conhecidos de cor por todo músico de rock (Rock’n’roll, Whole Lotta Love e Stairway to Heaven), o que facilitaria as coisas. Só que na hora do vamos ver os monstros se chocaram em vez de se afinarem. Por falar em afinação, o roadie entregou para Jimmy Page a guitarra desafinada. Incrível, mas isso aconteceu num concerto profissional de rock transmitido para o mundo todo. Robert Plant não desafinou (ele nunca desafinou em sua vida, diz a lenda), mas sua voz estava comprometida naquele dia. Phil, por sua vez, não conseguiu fazer certinho a antológica introdução de bateria de Rock’n’roll. Só o baixo de John Paul Jones passou incólume naquele 13 de julho, que nem caiu numa sexta, como hoje, mas num sábado. Alguns culparam as famosas ligações de Page com as ciências ocultas para mais essa zica na história da banda.

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