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Manaus, 21 de outubro de 2018

Johnson & Johnson é condenada a pagar US$ 4 bi por causar câncer em 22 mulheres

O gigante farmacêutico Johnson & Johnson foi condenado a pagar US$ 4,69 bilhões a 22 mulheres e suas famílias que alegam que um talco vendido pelo grupo continha asbesto, também chamado de amianto, causando-lhes câncer, decidiu um tribunal dos Estados Unidos nesta quinta-feira (12).

O veredito é o último resultado de uma série de milhares de ações apresentadas contra Johnson & Johnson relacionadas ao talco. Segundo o advogado das vítimas, Mark Lanier, um juri de St. Louis, Missouri, decidiu a favor das mulheres ao final de seis semanas de julgamento.

As 22 vítimas afirmavam que o uso do talco para sua higiene pessoal provocou câncer nos ovários. “Por mais de 40 anos Johnson & Johnson encobriu a evidência da presença de amianto em seus produtos”, disse Lanier em um comunicado.

A empresa declarou estar “profundamente decepcionada com o veredito” e destacou que a decisão de “conceder exatamente o mesmo valor a todas as demandantes, independentemente de seus dados individuais e diferenças legais, reflete que a evidência no caso foi simplesmente esmagada…”.

O grupo nega a presença de asbesto em seus talcos e prometeu apelar da decisão.

Uma fibra mineral de amplo uso comercial, o amianto está proibido em grande parte do mundo desde o final dos anos 90 por sua toxicidade e por ser potencialmente cancerígeno.

Em outubro, uma Corte de Apelações de Los Angeles barrou uma decisão que condenava a Johnson & Johnson a pagar US$ 417 milhões, assinalando que os argumentos dos demandantes eram insuficientes e vagos.

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