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Manaus, 23 de outubro de 2018

Imprensa internacional destaca “vantagem ampla” de Bolsonaro no segundo turno

A imprensa internacional acompanha os resultados do primeiro turno no Brasil e registra a “contundente vitória” de Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno, nas palavras do jornal argentino La Nación. Outro diário do país vizinho, o Clarín afirma em título que Bolsonaro “arrasa” e entra com “vantagem ampla” na disputa de segundo turno contra Fernando Haddad (PT). O britânico Financial Times, por sua vez, afirma que “a eleição do candidato de extrema-direita significaria uma mudança decisiva no maior país da América Latina”.

De acordo com o jornal The New York Times, a eleição foi ao segundo turno, com “o candidato de extrema-direita muito perto de uma vitória direta”. O diário norte-americano informa ainda que o descontentamento com a corrupção e a violência teve um peso forte, diante das promessas de Bolsonaro de “mão de ferro” na política. Segundo o NYT, o candidato representa uma ruptura com o establishment político, por ficar em primeiro lugar mesmo com um histórico de “declarações ofensivas”.

O Wall Street Journal, por sua vez, diz que Bolsonaro atraiu votos de eleitores em busca da “opção menos pior”. Outro diário americano, The Washington Post afirma que o resultado representa “um choque” para os brasileiros, em uma campanha responsável por dividir “a maior nação da América Latina em linhas de gênero e raciais”.

Na França, Le Monde informa que haverá segundo turno, mas enfatiza a incerteza sobre quem pode vencer. Segundo Le Figaro, Bolsonaro é um candidato “populista da extrema direita”. Ele obteve votos de brasileiros “exasperados pela corrupção e a violência”. Para esse jornal, o candidato do PSL é um “nostálgico da ditadura” e tem se apresentado como “salvador da pátria”.

No Reino Unido, conforme informou The Guardian, haverá segundo turno. Além disso, o jornal aponta em análise que apenas uma grande coalizão poderia provocar uma reviravolta favorável a Haddad. Na Espanha, El País aponta o “claro triunfo” de Bolsonaro e diz que os evangélicos brasileiros “se convertem à ultradireita”. Em análise, o diário afirma ainda que “a democracia recua” no país.

América Latina

Na Colômbia, o jornal El Tiempo cita a vitória de Bolsonaro, mas também o fato de ele não conseguir evitar uma nova disputa nas urnas. O diário registra a força dos evangélicos na campanha do capitão reformado do Exército. No Chile, El Mercurio diz que Bolsonaro conseguiu “canalizar o mal-estar pela corrupção e a violência” e sai com 17 pontos de vantagem na reta final.

Outro diário chileno, La Tercera avalia que os casos de corrupção e os votos contra o PT tiveram papel crucial na disputa. Em um de seus títulos, o mesmo jornal diz que o “Trump do Brasil”, referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conseguiu mexer no tabuleiro político do país, além de destacar a derrota da candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff ao Senado, em Minas Gerais (MG).

No México, El Universal dá menos destaque à notícia, mas registra que Bolsonaro e Haddad vão ao segundo turno. Outro jornal mexicano, Reforma afirma que a eleição é uma das disputas mais duras da história brasileira.

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