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Manaus, 23 de outubro de 2018

Estudantes produzem repelente natural a partir da citronela e cravo da Índia

Um composto natural para repelir mosquitos está sendo fabricado num laboratório de uma escola pública estadual por alunos sob a orientação e supervisão de Dayse Monassa, coordenadora do projeto, que começou a ser desenvolvido como uma alternativa simples e acessível para combater a ação de mosquitos como o Aedes Aegypti e o Anopheles que são os principais agentes transmissores de doenças como a Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela e a Malária. Além disso, o trabalho conscientiza os alunos sobre a importância de se prevenir contra essas enfermidades.

O projeto é desenvolvido através do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com estudantes do ensino médio, na Escola Estadual Luizinha Nascimento, no bairro Praça 14 de Janeiro, zona sul de Manaus.

Para produzir o repelente caseiro é preciso primeiro fazer a extração do extrato das folhas da Citronela, que é uma espécie de capim utilizado naturalmente como repelente. O composto é à base de álcool, água destilada ou mineral, óleo corporal, citronela e cravo da Índia. Esse último ingrediente é acrescentado na fórmula para potencializar a ação do produto e repelir os mosquitos.

Os estudantes começam o preparo cortando as folhas do vegetal em tamanhos bem pequenos, em seguida depositam a citronela em uma garrafa de vidro escuro de um litro, e acrescentam a proporção de 30% de álcool para 70% de água, e 200g de cravo da índia. A garrafa com o composto deve ser fechada e envolvida em um tecido de cor preta. Em seguida, essa mistura precisa ficar guardada dentro de um armário descansando por 15 dias e longe da incidência de luminosidade. A cada dois dias essa combinação precisa ser agitada. Depois desse período o extrato já pode ser usado na composição do repelente caseiro.

Detalhadamente, para a composição do repelente utiliza-se 150mls de óleo corporal, 150mls do extrato obtido da citronela, 350mls de álcool e 350 de água destilada ou mineral e 10g de cravo da Índia, depois coloca no borrifador e o produto pode ser utilizado como repelente natural.

E foi com base no preparo dessa fórmula natural que a professora, mestre em Biotecnologia em recursos naturais encontrou uma maneira de ensinar ciências biológicas aos alunos do 3º ano do Ensino Médio da referida escola.

Para a professora o repelente caseiro é uma solução natural, rápida e barata para quem quer afastar os insetos, e pode ser uma alternativa para aquelas pessoas que não podem usar repelentes químicos muitas vezes por sensibilidade a seus componentes.  “A solução caseira não tem contraindicações e nem prazo de validade. O custo para produzir um litro do produto fica entre R$ 10 e R$ 15. Tanto crianças quanto adultos podem utilizar a solução caseira porque é um produto natural”, garante a professora.

Pesquisa orientou estudantes

Para dar sustentação ao estudo experimental os bolsistas fizeram pesquisas bibliográficas sobre o princípio ativo das duas espécies vegetais, a citronela e o cravo da índia e como essas substâncias se estruturariam na fórmula natural. Os estudantes fizeram também pesquisas científicas sobre os mosquitos vetores de doença como o Aedes Aegypti e o Anopheles e as ocorrências da dengue, Zika e Chikungunya, malária e febre amarela no Estado.

Para o bolsista do projeto, Marcos Vinícius de Oliveira, a fabricação do composto natural deu nova motivação para ele estudar e aprofundar o conhecimento científico.  “Tenho certeza de que essa experiência vai aumentar bastante os meus conhecimentos na área de biologia, além de desenvolver um trabalho que pode ser compartilhado com a comunidade”, informou o estudante.

A professora informou que o repelente irá passar por testes para testar a eficácia e depois o projeto deve se estender à comunidade com um trabalho de conscientização sobre as doenças causadas por mosquitos, além de ensinar a comunidade a preparar o repelente caseiro. “O próximo produto que queremos fazer são as velas aromáticas com ação repelente”, informou Dayse. Para a professora o incentivo dado através da Fapeam é de suma importância para o apoio à iniciação científica na escola de ensino regular.

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