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Manaus, 26 de setembro de 2018

Detentos fazem curso profissionalizante em Itacoatiara

A capacitação é promovida por meio do Projeto do Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP), com foco na reintegração à sociedade, através do trabalho, após o cumprimento da pena.

Cerca de 15 detentos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), localizada a 269 km da capital amazonense, começaram a frequentar, na própria prisão, o curso profissionalizante de pintura predial.
A capacitação, desenvolvida pela Umanizzare Gestão Prisional – empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM – Itacoatiara) faz parte do Projeto do Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP), terá duração de aproximadamente 2 meses, com carga horária de 160 horas. As aulas serão realizadas de segunda a sexta feira, com três horas diárias e dá ao preso os direitos de receber um certificado e remição de pena pelo estudo, após conclusão profissionalizante.
O diretor do presídio, Antônio Enriques Cordeiro, afirma que a médio prazo deverá haver mais cursos. Segundo ele, o objetivo é atender toda a população carcerária.
“Uma parcela majoritária da população carcerária possui apenas o ensino fundamental incompleto e está diretamente associada aos altos índices de evasão escolar. Para eles, o ensino profissionalizante se torna atrativo, já que possibilita uma autonomia e uma possível geração de renda no momento pós-cárcere”, diz o diretor.
Já o instrutor do curso, Luiz Carlos da Gama Marques, ressaltou que está não é a primeira parceria firmada entre as empresas, por ambas acreditarem na ressocialização, no direito ao recomeço, enfatizando a importância de se ter uma profissão, para estes fins.
“O curso será bem dinâmico, atrativo para que os internos não venham desistir no meio do caminho”, comentou o instrutor.
Oportunidade aceita – A gerente técnica da unidade, Maria Domingas Printes, acrescentou que os internos ao receberem a notícia de que fariam o curso de pintura predial aplaudiram e agradeceram a oportunidade ofertada.
“Um curso nesse porte torna-se atrativo aos reclusos de liberdade, por possuir uma carga horária extensa e por se tratar de uma profissão que tem bastante oferta no mercado de trabalho, aliás está é uma das preocupações da empresa ao oferecer uma qualificação”, informou Domingas, ressaltando os princípios norteadores pela Umanizzare – profissão, trabalho e família.
Reeducando – O interno Jackson Vinhote, já participou de outras atividades desenvolvidas dentro da unidade, e enaltece a excelente oportunidade por desta vez estar em uma que lhe dará uma profissão.
“Nunca é demais aprender uma profissão para ter mais chance lá fora (em liberdade) diz ele, que já participou dos cursos de tapeçaria em barbante e pallets dentro da unidade.

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