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Manaus, 21 de outubro de 2018

Defesa diz que “Dr. Bumbum” não se entregou à polícia por sofrer de síndrome do pânico

Em uma entrevista coletiva que durou menos de quinze minutos, a advogada de Denis César Barros Furtado, o “Doutor Bumbum”, Naiara Baldanza, deixou de responder pontos importantes do caso, como se o médico operava em sua residência ou quando ele deve se entregar a polícia. Ela afirmou que o julgamento em relação ao médico é precoce e que ele tem episódios de síndrome do pânico, por isso a dificuldade em se entregar a polícia.

Furtado, de 45 anos, e sua mãe, Maria de Fátima Barros Furtado, 66, foram indiciados por homicídio doloso pela morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, ocorrido horas após ela passar por procedimento estético em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Eles estão foragidos.

— Em que pese todos esses comentários sobre a vida profissional do doutor Denis, julgá-lo nesse momento como culpado é muito precoce —  disse a advogada.

Ela afirmou que não iria adiantar os pontos da defesa e que existe uma equipe trabalhando para demonstrar a inocência dele. A advogada disse que os fatos ainda “vão ser esclarecidos pela própria polícia”.

Apesar da insistência dos jornalistas, a advogada não confirmou se Furtado irá se entregar e disse que isso será tratado diretamente com a polícia. Ela negou que a fuga tenha sido uma estratégia da defesa e chegou a citar que o médico tem um histórico de síndrome de pânico.

— Quando ele está sofrendo um grande impacto emocional, e somente nesses casos, ele começou a desenvolver uma síndrome de pânico. Então, há um motivo pelo qual existe uma dificuldade neste momento para que ele se apresente. Não é para obstaculizar o trabalho da Justiça — afirmou.

Segundo a advogada, Furtado levou Lilian ao hospital e quis permanecer com a vítima, mas o hospital não permitiu. A advogada disse que, segundo o relato do seu cliente, nenhuma complicação teria acontecido durante o procedimento estético. “Essa moça estava hospedada em um hotel, ela ligou para ele e ele a levou em um hospital”, afirmou.

Lilian passou mal após realizar procedimento para preenchimento de glúteos. Ela saiu de Cuiabá, no Mato Grosso, para fazer o tratamento com o médico. Denis tinha mais de 655 mil seguidores no Instagram, rede social na qual postava fotos com os resultados de seus procedimentos cirúrgicos. A conta na rede social foi deletada.

Lilian teve complicações e foi levada a um hospital pelo próprio médico, que estava acompanhado da mãe, da técnica de enfermagem Rosilane Silva e da secretária Renata Cirne, que seria sua namorada.

Denis foi indiciado quatro vezes pela Polícia Civil do Distrito Federal por exercício ilegal de medicina e crime contra o consumidor. Ele foi alvo de uma operação realizada em novembro de 2017 em clínica clandestina — que funcionava no horário da noite para evitar fiscalização — mantida no Lago Sul, área nobre de Brasília.

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