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Manaus, 16 de agosto de 2018
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Brasil

Brasil bate record de mortes violentas em 2017

Os dados são alarmantes, houve um aumento de 2,9% de mortes violentas em relação ao ano de 2016

Dados do 12º Anuário de Segurança Pública de São Paulo, lançado ontem, 9, durante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que Brasil teve o registro de 63.880 mortes violentas, o maior número de homicídios já visto na história do país. As informações indicam que foram assassinadas 175 pessoas por dia, registrando elevação de 2,9% em comparação a 2016. A taxa é de 30,8% mortes para cada 100 mil habitantes.

 As maiores taxas são registradas nos estados do Rio Grande do Norte com 68% de mortes violentas por 100 mil habitantes, seguido pelo Acre com 63,9% e o Ceará com 59,1%. As menores taxas ficaram com o estado de São Paulo com 10,7%, seguida Santa Catarina com 16,5% e o Distrito Federal com 18,2%. Ainda de acordo com o levantamento, o número de homicídios dolosos cresceu 2,1%, e atingiu os 55.900 assassinatos. As lesões corporais seguidas de morte totalizaram 955, com crescimento de 12,3%. Já os latrocínios caíram 8,2% o que representa 2.460 por ano.

A pesquisa mostra que houve uma redução de policiais mortos em 4,9%, chegando a 367 mortes, em contra partida houve um aumento de pessoas mortas em intervenções policiais de 20% que equivale a 5.144 casos em 2017. Já nos casos de violência contra a mulher os indicadores mostram ainda que os estupros aumentaram 8,4%, chegando a 60.018. Os casos de feminicídio totalizaram 1.133, os casos de violência doméstica foram de 221.238, uma média de 606 por dia. Também houve crescimento no número de mulheres vítimas de homicídio marcando 6,1%, ou seja, 4.539 mortes.

No ano passado, foram apreendidas 119.484 armas de fogo, no entanto, 94,9% não eram cadastradas no sistema da Polícia Federal – Sinarm. Entre as armas legais apreendidas, 13.782 tinham sido perdidas, extraviadas ou roubadas, equivalente a 11,5% das armas apreendidas no período. Em relação a população carcereira que era de 729.463 pessoas em 2016, sendo 689.947 no sistema penitenciário e 39.516 sob custódia das polícias, o estudo mostra um déficit no sistema prisional que contava com 367.217 vagas, o que resulta em duas pessoas presas para cada vaga e por fim os dados dos desaparecidos que contabilizam 82.684 registros em 2017.

 

Matéria: Daly Ruiz – DRT 0001114 – AM

 

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