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Manaus, 23 de outubro de 2018

Alunos de escola estadual de Boca do Acre aprendem sobre educação financeira

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Alunos aprendem desde cedo a controlar as despesas, incentivar a redução de gastos e orientações sobre a importância da organização financeira

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Educação financeira é uma lição que também pode ser ensinada e aprendida desde cedo em sala de aula. Com base nessa proposta de transmitir conceitos fundamentais sobre gestão do dinheiro e ajudar os alunos a desenvolver habilidades necessárias para lidar com decisões financeiras ao longo da vida, o professor Décio Gröhs resolveu colocar em prática o projeto intitulado “Educação Financeira para a Cidadania e Proteção”, para ensinar estudantes, ainda em idade escolar, a fazerem o bom uso do dinheiro. 

O projeto é desenvolvido através do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com estudantes do ensino médio, na Escola Estadual Coronel José Assunção, no município de Boca do Acre, no sul do Amazonas, a 700 km de Manaus em linha reta.

“Escolhemos desenvolver o projeto sobre educação financeira pelo fato de ser um assunto desafiador, que não é muito contextualizado na sala de aula. Nossas atividades são todas em diálogo com informações levantadas de modo contextualizado, realizando os cálculos com aplicativos e analisando as informações obtidas”, disse Gröhs.

Desafio matemático – Professor da disciplina de Matemática, Gröhs conta que, em sala de aula, os alunos recebem um desafio matemático baseado em situações do dia a dia para resolver. A partir disso, os alunos analisam, sob um olhar financeiro, quais seriam as melhores condições de pagamento.

“Procuramos na internet informações sobre propostas de financiamentos, pegamos os dados e verificamos se esses dados anunciados são verdadeiros. Analisamos quanto iremos pagar de impostos em determinados produto, e aí o olhar não seria apenas financeiro, mas crítico. Para realizar cálculo utilizamos a calculadora Hp 12C”, disse o coordenador.

Pesquisa de preços – Outra forma utilizada pelo professor para tratar sobre educação financeira com os alunos foi à pesquisa de preços de itens da cesta básica. Eles foram até um supermercado e cada um coletou o preço de seis produtos diferentes.

“Utilizamos o App “Quanto foi o Roubo”? que usa como base de dados o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Esse App mostra o valor pago de imposto em relação ao percentual total do valor do produto. Por exemplo, no pacote de arroz, os impostos são de 17,44% do seu valor. Os alunos verificam o quanto pagariam pelos produtos sem os impostos. Após os cálculos, eles pesquisam para onde vai o dinheiro desses impostos”, explicou o professor.

Uso de tecnologia para ensinar – Gröhs conta que percebeu que os estudantes e a educação financeira estão cada vez mais próximos, e resolveu implantar o projeto na escola para orientar os alunos a terem noções sobre economia, planejamento financeiro correto, organização de gastos e disciplina cuidar do próprio dinheiro. Para isso o professor utiliza aparelhos de smartphones e tablets para ensinar na sala de aula como organizar os números, fazer as contas, calcular gastos, com a o auxílio de tecnológicos digitais.

“O objetivo é desenvolver produtos e processos educacionais, através de aplicativos móveis, para a formação de jovens com a finalidade de produzir uma consciência poupadora e investidora, contrapondo-se aos hábitos consumistas cada vez mais acentuados em nossa sociedade”, destacou.

Para o professor o ideal é que os conceitos sobre organização financeira extrapolem as aulas de matemática e sejam tratados de maneira interdisciplinar.

“Como sempre trabalho meus projetos PCE de maneira interdisciplinar e transdisciplinar, o bom desempenho acaba refletindo nas outras disciplinas”, salientou o professor, que garantiu que os bolsistas do projeto estão se dedicando ao máximo à pesquisa e contentes com a ideia de participar de um projeto científico que irá auxiliá-los a desenvolver as competências e habilidades necessárias para lidar com decisões financeiras ao longo da vida.

Equilíbrio financeiro – Para o bolsista do projeto, Raylan dos Santos Avilar, de 15 anos, e estudante do 1º ano do Ensino Médio, o conhecimento pode ajudar a superar a crise através do equilíbrio financeiro.

“Eu acho o projeto muito bom, por conta de estar aprendendo sobre o conteúdo de educação financeira, principalmente, pela crise financeira que país passa nesse momento. O PCE é um programa muito útil e amplia o nosso conhecimento”, disse o Raylan.

O coordenador diz que notou melhora no desempenho escolar dos alunos que participam do projeto científico, não só na disciplina de Matemática, mas também nas demais matérias.

“Em relação aos meus bolsistas, esse ano fiz um levantamento em relação às notas bimestrais entre os dois primeiros bimestres, houve um aumento médio geral de 22,78%”, destacou Décio.

Para o estudante Kauã Camurça Moreira, 15 anos, cursando o 2.º Ano do ensino médio, ser bolsista do PCE é mais uma meta alcançada na vida acadêmica.

“É uma oportunidade para explorar novos conhecimentos, pois sabemos como hoje é difícil a trajetória para quem quer um futuro digno e ser um bom profissional. O PCE traz uma motivação para todos nós jovens amazonenses”, disse Kauã.

Para o coordenador do projeto a Fapeam está mudando a vida dos jovens do interior do nosso Estado. Pelo fato da instituição  dar oportunidade de realizar trabalhos dessa natureza em municípios tão distantes da capital.

“Estamos mudando a realidade de alguns jovens que tem interesse pela ciência e pela pesquisa”, finaliza o professor.

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